Uma solução inusitada tem chamado a atenção de produtores rurais e especialistas em controle ambiental na Argentina. A utilização de aves de rapina, como gaviões, está sendo empregada para afastar pombos, papagaios e outras espécies que causam prejuízos significativos em lavouras, áreas industriais e aeroportos.
A iniciativa é desenvolvida pela empresa Ecoraptor, da província de Santa Fé, que aposta no controle biológico para reduzir os danos provocados por aves consideradas pragas. Segundo a empresa, algumas plantações podem registrar perdas de até 35% da produção devido à ação desses animais.
Diferentemente dos métodos convencionais, o objetivo não é eliminar as espécies, mas modificar seus hábitos e incentivar a migração para outras áreas. Para isso, são utilizados gaviões treinados, drones que simulam aves de rapina e técnicas de monitoramento do comportamento dos bandos.
Antes de qualquer ação, especialistas realizam estudos para identificar os locais onde as aves se alimentam, descansam e buscam água. Com essas informações, as equipes conseguem direcionar as estratégias para deslocar as colônias sem causar impactos ambientais.
Além das propriedades rurais, o sistema também é utilizado em complexos industriais e no Aeroporto de Rosário, onde ajuda a reduzir os riscos de colisões entre aves e aeronaves durante pousos e decolagens.
O principal aliado da empresa é o gavião-misto, espécie considerada altamente inteligente e adaptável. Segundo os responsáveis pelo projeto, a ave se destaca pela facilidade de aprendizado e pela capacidade de atuar em diferentes ambientes, inclusive dentro de galpões.
Os animais são criados em um centro autorizado na província de Santa Fé e passam por um processo de socialização desde os primeiros dias de vida. Com cerca de três meses, já iniciam atividades de voo livre e começam a atuar nas operações de controle biológico.
A proposta busca equilibrar a preservação da fauna com a proteção das atividades produtivas, oferecendo uma alternativa sustentável para reduzir prejuízos sem comprometer o meio ambiente.
Crédito da foto: Reprodução/Unsplash
Fonte: Itatiaia

















