A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de um empresário investigado por destruir e negociar caminhões que haviam sido bloqueados judicialmente para garantir o ressarcimento aos cofres públicos. O caso está relacionado à Operação Trem da Alegria, que apura um suposto esquema de corrupção e fraudes em licitações na Prefeitura de Guapé, no Sul de Minas.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o empresário teria desmontado ou alienado quatro caminhões avaliados em cerca de R$ 320 mil cada, mesmo após decisão judicial determinando o sequestro dos veículos.
A medida de bloqueio foi adotada para assegurar eventual devolução de recursos aos cofres públicos, além do pagamento de multas e custas processuais em caso de condenação.
O investigado é um dos réus da Operação Trem da Alegria, deflagrada em 2024 para apurar crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraudes em licitações envolvendo a administração municipal de Guapé.
De acordo com o MPMG, a suposta dilapidação dos bens representou descumprimento direto de determinação judicial e comprometeu a preservação do patrimônio que poderia ser utilizado para reparar prejuízos causados ao poder público.
Diante da gravidade dos fatos apresentados durante as investigações, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu pela prisão preventiva do empresário.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos e dimensionar os prejuízos causados pelo suposto esquema.
Foto: Eric Bezerra/MPMG
Fonte: O Tempo
EMPRESÁRIO TEM PRISÃO DECRETADA APÓS DESTRUIR CAMINHÕES BLOQUEADOS PELA JUSTIÇA EM MG

















