A licença-paternidade pode trazer benefícios muito além da convivência com o recém-nascido. Um estudo internacional revelou que pais que conseguem se afastar do trabalho após o nascimento dos filhos apresentam menor risco de desenvolver ansiedade e depressão nos primeiros anos da paternidade.
A pesquisa analisou mais de 4 mil pais de primeira viagem nos Estados Unidos e constatou que aqueles que não tiveram acesso à licença remunerada apresentaram índices mais elevados de sofrimento emocional. Entre os homens que desejavam tirar licença, mas não conseguiram, os sintomas de ansiedade e depressão foram ainda mais frequentes.
Segundo os pesquisadores, a pressão financeira foi um dos principais fatores apontados pelos pais que abriram mão do período de afastamento. A maioria dos entrevistados que apresentaram problemas de saúde mental relatou dificuldades econômicas como motivo para não solicitar a licença.
Outro estudo, realizado na Suécia, acompanhou centenas de pais por quase dois anos e concluiu que períodos equilibrados de licença-paternidade contribuem para uma melhor saúde emocional. Os resultados indicam que afastamentos superiores a três meses podem reduzir significativamente o risco de sintomas depressivos.
Especialistas defendem que a licença-paternidade deve ser encarada não apenas como um benefício trabalhista, mas também como uma importante medida de saúde pública, capaz de fortalecer os vínculos familiares, melhorar o desenvolvimento das crianças e contribuir para o bem-estar dos pais.
Foto: Pexels
Fonte: G1
LICENÇA PATERNAIS FORTALECE SAÚDE MENTAL


















