O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) inaugurou, nesta quarta-feira (24), o Centro Integrado de Proteção da Criança e do Adolescente (CIPCA), em Belo Horizonte. A nova estrutura reúne, em um único prédio, órgãos do sistema de Justiça e equipes multidisciplinares para oferecer atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes.
Instalado no bairro Santa Efigênia, o centro conta com a atuação conjunta do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, assistentes sociais e psicólogos. O objetivo é agilizar os processos e evitar que crianças e adolescentes precisem reviver repetidamente situações traumáticas durante as investigações e ações judiciais.
Segundo o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior, o novo modelo fortalece a rede de proteção e garante um atendimento mais humanizado às vítimas.
Dados apresentados pelo Tribunal mostram a dimensão do problema. Em 2025, Minas Gerais registrou 16.277 processos envolvendo crianças e adolescentes como vítimas. Somente entre janeiro e maio de 2026, já foram 6.310 novos casos.
Durante a inauguração, o juiz Paulo Cezar Mourão Almeida destacou que o Brasil registra cerca de 290 mil comunicações de crimes contra crianças e adolescentes por ano. Segundo ele, os casos de violência sexual mais que triplicaram na última década e, atualmente, uma criança é vítima desse tipo de crime a cada 12 minutos. O magistrado ressaltou ainda que mais de 70% das ocorrências acontecem dentro da própria casa da vítima, geralmente praticadas por pessoas do convívio familiar.
O TJMG afirma que o novo centro representa um importante avanço na proteção da infância e da adolescência, proporcionando atendimento especializado, mais agilidade na tramitação dos processos e maior integração entre os órgãos responsáveis pela defesa dos direitos das vítimas.
Foto: Gabriel Rezende / O TEMPO
Fonte: O TEMPO

















