PF faz nova fase de operação sobre fraude bilionária nas Americanas e bloqueia R$ 54 bilhões em bens

Por Dentro De Tudo:

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta quinta-feira (25) a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga uma fraude contábil estimada em R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas.

Nesta etapa, as investigações passaram a apurar a possível participação de acionistas e representantes de grandes bancos privados no esquema. Por determinação da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, foram bloqueados bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões, montante correspondente ao prejuízo apontado pelos laudos periciais.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que os novos investigados tinham conhecimento de irregularidades contábeis praticadas ao longo de vários anos. As suspeitas envolvem operações de risco sacado — modalidade de antecipação de pagamento a fornecedores por meio de financiamento bancário — e contratos de verbas de propaganda cooperada (VPC) que teriam sido registrados sem respaldo econômico.

A investigação também aponta, em tese, os crimes de manipulação de mercado e associação criminosa. O objetivo desta nova fase é reunir mais provas e esclarecer o envolvimento dos investigados no suposto esquema.

Investigação começou em 2024

A primeira fase da Operação Disclosure foi realizada em junho de 2024 e teve como alvo ex-diretores da Americanas. Na ocasião, a PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão e obteve o bloqueio de mais de R$ 500 milhões em bens.

As investigações indicam que ex-executivos teriam manipulado os balanços financeiros da companhia por meio de operações de risco sacado e da contabilização de receitas fictícias relacionadas às verbas de propaganda cooperada. Também foram identificados indícios de uso de informação privilegiada (insider trading), lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e associação criminosa.

O rombo contábil foi divulgado pela própria Americanas em janeiro de 2023. Inicialmente estimado em R$ 20 bilhões, o valor foi posteriormente revisado para R$ 25,3 bilhões. Com o avanço das investigações e a conclusão das perícias, a Polícia Federal passou a estimar o prejuízo em R$ 54 bilhões.

Fonte: Rádio Itatiaia

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