O governo de Minas Gerais anunciou, nesta sexta-feira (8), que não vai prorrogar o Renda Minas. Lançado em setembro do ano passado, o programa disponibilizou três parcelas de R$ 39 a famílias de extrema pobreza cadastradas no CadÚnico.
O benefício era um complemento do auxílio emergencial do Governo Federal. Durante o lançamento, o governo estadual já havia dito que o programa duraria três meses, mas que poderia ser prorrogado enquanto durasse a pandemia, o que não vai mais ocorrer.
“Não há previsão de prorrogação de benefício, devido à disponibilidade financeira”, disse o gerente do programa, Elder Gabrich.
As famílias receberam três parcelas de R$ 39. As primeiras duas no início de novembro, de 13 a 30. E a última em dezembro, de 7 a 22 de dezembro. Os pagamentos foram feitos de forma escalonada, de acordo com o mês de aniversário do beneficiário.
Segundo Gabrich, 4,5% das pessoas cadastradas no CadÚnico não receberam o valor. “Faltavam documentos que impediram abertura de contas. Estamos levantando as documentações e vamos fazer última tentativa de pagamento, somente para estas famílias, no dia 20 de janeiro”, explicou.
De acordo com o governo, quase 1 milhão de famílias foram beneficiadas, totalizando R$ 325 milhões investidos na ação.
O Renda Minas substituiu o Bolsa Merenda, programa criado logo no início da pandemia para pagar R$ 50 a famílias de estudantes da rede municipal. Segundo o governo, cerca de 360 mil estudantes foram beneficiados. A substituição, ainda de acordo com o governo, ampliou o número de pessoas atendidas.


















