Frear o coronavírus em um país do tamanho do Brasil impõe ainda mais dificuldades se o comportamento das pessoas no verão segue a toada “como se não houvesse pandemia”. E a ciência chama os que viajaram para a praia à responsabilidade do autoisolamento no retorno desses ambientes de aglomeração.
Com base nas viagens de fim de ano dos belo-horizontinos, o aumento de novos casos de Covid-19 no fim de janeiro pode passar de 8 vezes, se a população desrespeitar o isolamento social.
Essa foi a conclusão de uma simulação matemática feita por pesquisadores de um grupo interdisciplinar que inclui profissionais da UFMG, UFOP, Fiocruz e Instituto de Ecologia AC do México.
Os cientistas integram um grupo interdisciplinar de virologistas, microbiologistas, físicos e ecólogos.
“Nosso modelo simula a dinâmica de infecções ocorridas em BH, ao mesmo tempo que simula a movimentação de pessoas de BH para cidades do litoral, a partir de dados reais de deslocamento para esses destinos mais comuns para o belo-horizontino”, explica Sérvio Pontes Ribeiro, professor do Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas da UFOP.
Os cientistas consideraram as viagens feitas desde 15/12/2020 e a previsão até 31/01/2021. Com os primeiros retornos já no começo do primeiro mês deste novo ano.
E simularam dois cenários: 40% de isolamento social, taxa similar à atual, e 30% de isolamento social, o que seria uma queda significativa na adesão a essa medida de segurança.


















