O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Turma da Corte, que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e mais sete aliados. Agora, todos responderão a uma ação penal que pode levar a condenações.
Em pronunciamento após a decisão, Bolsonaro negou as acusações e afirmou que são “graves e infundadas”. Ele alegou que há algo “pessoal” contra ele e que, enquanto presidente, colaborou com a transição de governo. Segundo o ex-presidente, não houve articulação para um golpe. “Golpe tem povo, tropa, armas e liderança. Dois anos de investigação e não descobriram quem seria esse líder”, declarou.
Apesar das alegações de Bolsonaro, a PGR aponta que ele manteve reuniões com assessores e militares para tramar um golpe e não tomou medidas para desmobilizar acampamentos golpistas em frente a quartéis do Exército. O órgão também cita a chamada “minuta do golpe”, documento que previa intervenção militar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro disse que não assinou a minuta e minimizou sua importância.
Durante a coletiva, o ex-presidente voltou a atacar as urnas eletrônicas, afirmando que “não é obrigado a confiar no programador” das máquinas. Essa é uma tese já desmentida por especialistas e autoridades eleitorais.
O processo penal seguirá agora com a coleta de provas e depoimentos. Ainda não há data para o julgamento, mas a expectativa é que ocorra ainda em 2025, antes das eleições de 2026.
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Fonte: g1

















