Bebê nasce com cordão enrolado no pescoço, sofre falta de oxigênio e se recupera

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Uma bebê nasceu com cordão umbilical enrolado no pescoço, sofreu convulsões por falta de oxigênio e recuperou-se após quase um mês internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Votuporanga, em São Paulo. O quadro exigiu um protocolo inédito de alta complexidade na instituição, que realizou a hipotermia terapêutica para proteger o cérebro do recém-nascido.O caso ocorreu no dia 27 de junho, quando os pais perceberam que o parto se desenrolava com atraso e o cordão ao redor do pescoço da menina. O hospital informou que a bebê nasceu com asfixia perinatal grave e comprometimento neurológico significativo, condições que podem provocar lesões cerebrais em recém-nascidos.

“A asfixia perinatal pode ocorrer por diferentes situações antes, durante ou logo após o nascimento, e a presença do cordão ao redor do bebê, isoladamente, não determina a causa”, explicou o médico da instituição em entrevista ao g1. A família relatou o momento angustiante de ver a filha entubada na UTI Neonatal, cercada por aparelhos.

Tratamento inédito
Para reduzir danos cerebrais, a bebê foi submetida ao protocolo de hipotermia terapêutica, que consiste em resfriar o organismo de forma controlada por cerca de 72 horas. O objetivo é diminuir o metabolismo cerebral e reduzir processos que agravem lesões neurológicas causadas pela falta de oxigênio. A instituição destacou que o tratamento precisa ser iniciado rapidamente e com monitoramento contínuo, e que realizá-lo na cidade evita a necessidade de transferências.

A médica responsável pela UTI Neonatal ressaltou que o cérebro do recém-nascido é extremamente sensível, e que cada segundo é decisivo para proteger o futuro da criança. Durante a internação, a menina também apresentou convulsões silenciosas, detectadas pelo monitoramento que acompanha a atividade cerebral em tempo real, o que permitiu intervenções precisas.

Recuperação e alta
Com o passar das semanas, a família percebeu melhoras no comportamento da bebê. Cerca de duas semanas após o tratamento, a equipe médica informou que a atividade cerebral retornou ao normal. A bebê também passou a respirar sem suporte e a se alimentar pela boca, recebendo alta da UTI em 24 de julho. Ao final do tratamento, encontrava-se estável, sem necessidade de medicação anticonvulsivante.

Cinco dias depois, em 29 de julho, ocorreu a alta definitiva após 32 dias de internação. Atualmente, a bebê segue em acompanhamento médico e realizará exames de rotina para monitorar a evolução após a internação.

Imagem relacionada
[Imagem: foto ilustrativa da reportagem]
Texto: via g1
Foto: g1

Observação: Este texto cita apenas informações já divulgadas pela equipe médica e pela instituição de atendimento hospitalar, sem mencionar nomes de pacientes ou familiares.

Encontre uma reportagem