BH tem 59 crianças e adolescentes vivendo nas ruas; quase metade tem até 6 anos

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Um levantamento divulgado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG, em parceria com a Rede Nacional Criança Não é de Rua, revelou que 59 crianças e adolescentes vivem em situação de rua em Belo Horizonte. Deste total, 27 têm até 6 anos de idade, fase considerada essencial para o desenvolvimento humano.

O estudo alerta que essas crianças estão expostas diariamente à violência, ao trabalho infantil, à insegurança e à falta de acesso a direitos básicos, como saúde, educação e convivência familiar. Segundo especialistas, viver nas ruas durante a primeira infância pode provocar impactos permanentes no desenvolvimento físico, emocional e social.

Divulgado na data em que a Chacina da Candelária completa 33 anos, o levantamento reforça que o Brasil ainda enfrenta desafios para garantir proteção integral às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

A pesquisa também destaca a importância de serviços de acolhimento, como o Centro Pop Miguilim, em Belo Horizonte, mas especialistas defendem que a solução depende da ampliação de políticas públicas permanentes nas áreas de moradia, educação, saúde, assistência social e apoio às famílias.

Foto: Reprodução/TV Globo

Fonte: g1 Minas

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