O avanço da inteligência artificial tem tornado os golpes digitais mais sofisticados e difíceis de identificar. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou quase 1,5 milhão de tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade digital, uma média de uma ocorrência a cada cinco segundos, segundo o Mapa da Fraude, da Serasa Experian.
Entre as ameaças estão as chamadas identidades sintéticas, que representam 48,3% dos casos, além da clonagem de vozes e imagens por meio de inteligência artificial. Na América Latina, os ataques com deepfakes cresceram 830% entre 2024 e 2025.
Com a facilidade de criar vídeos, áudios e documentos falsos, criminosos conseguem imitar pessoas e tentar burlar sistemas de segurança de bancos, empresas e plataformas digitais.
Para enfrentar o problema, especialistas defendem o uso de mecanismos de proteção combinados, em vez de depender de uma única etapa de verificação. Entre as ferramentas estão reconhecimento facial com prova de vida, conferência de documentos, identificação de troca recente de chip de celular, cruzamento de dados e autenticação em mais de um dispositivo ou canal.
A estratégia busca identificar inconsistências antes que operações como abertura de contas, contratação de crédito e assinatura de documentos sejam concluídas.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TAMBÉM TURBINA A AÇÃO DOS GOLPISTAS
Fonte: Itatiaia / Serasa Experian
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil













