O número de matrículas de estudantes na educação inclusiva da rede estadual de Minas Gerais aumentou 50% em dois anos e chegou a 83.347 em 2026. Em Belo Horizonte, o crescimento foi de 47,3% no mesmo período, passando de 10.700 para 15.763 alunos.
O avanço, porém, ainda não significa inclusão plena. Famílias relatam dificuldades para adaptar atividades, falta de preparo de profissionais e situações em que estudantes acabam expostos por causa de seus diagnósticos ou necessidades específicas.
Especialistas alertam que inclusão vai além de garantir uma vaga na escola. É necessário assegurar permanência, aprendizagem, acessibilidade, atendimento adequado e respeito à privacidade dos alunos.
Segundo a Defensoria Pública, ainda existe uma distância entre o que a legislação determina e a realidade enfrentada por muitas famílias. Entre os principais desafios estão a capacitação continuada dos profissionais, o atendimento multidisciplinar e a estrutura necessária para acompanhar diferentes necessidades.
O governo de Minas informou que oferece atendimento educacional especializado, professores de apoio, adaptações pedagógicas, ampliação de tempo em avaliações e recursos específicos. A Prefeitura de Belo Horizonte também afirmou manter o Atendimento Educacional Especializado em suas redes.
Fonte da matéria: O TEMPO
Fonte da foto: Flavio Tavares/O TEMPO
INCLUSÃO AVANÇA, MAS ESCOLAS AINDA NÃO ESTÃO PREPARADAS














