O avanço do El Niño pode pressionar os preços dos alimentos no Brasil, com impacto mais forte sobre produtos in natura, como hortaliças e carnes. Segundo um estudo do Rabobank, em um cenário de El Niño forte, essa categoria pode registrar alta de 19,9%.
Os efeitos dos choques climáticos sobre os preços podem atingir o pico cerca de seis meses após o fenômeno, segundo o modelo analisado pelo banco.
Em um cenário moderado, os alimentos in natura poderiam subir 13,4% no acumulado de 12 meses. Já a alimentação consumida dentro de casa teria alta estimada de 2%.
O impacto também pode chegar à inflação. Em um cenário forte, o estudo estima que os efeitos sobre os alimentos poderiam acrescentar aproximadamente 0,83 ponto percentual ao IPCA.
Entre os produtos que podem sentir os efeitos estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz, além do leite, dependendo das condições de chuva no Sul do país.
As hortaliças tendem a reagir mais rapidamente às mudanças climáticas por terem ciclos de produção mais curtos. Já alimentos semi-elaborados e industrializados podem sofrer impactos de forma mais gradual, principalmente pelo aumento dos custos de produção, transporte e outros insumos.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e pode provocar alterações no regime de chuvas e temperaturas. Os efeitos sobre a agricultura, porém, variam de acordo com a intensidade do fenômeno e as condições de cada região.
Crédito do texto: g1
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