Perder peso de forma mais acelerada pode ser tão seguro quanto eficaz quando o processo acontece com acompanhamento profissional e dentro de um programa estruturado. É o que indica um estudo apresentado no Congresso Europeu sobre Obesidade (ECO 2026), realizado em Istambul, na Turquia.
A pesquisa acompanhou 284 adultos com obesidade durante um ano e comparou dois métodos de emagrecimento: um baseado em perda rápida de peso e outro em redução gradual. Os resultados mostraram que os participantes submetidos ao programa mais intenso perderam mais peso e mantiveram melhores resultados ao longo do período analisado.
Nas primeiras 16 semanas, o grupo de emagrecimento rápido registrou perda média de 12,9% do peso corporal, enquanto o grupo de perda gradual alcançou redução de 8,1%. Após 52 semanas de acompanhamento, a diferença permaneceu: 14,4% de perda média no grupo rápido contra 10,5% no grupo gradual.
Além da redução de peso, os pesquisadores observaram que mais participantes do grupo de emagrecimento rápido atingiram metas relacionadas à diminuição do risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Segundo os autores, um dos fatores que podem explicar o resultado é o aumento da motivação gerado pelas perdas iniciais mais expressivas, o que favoreceria a adesão ao tratamento.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a estratégia não deve ser realizada sem supervisão médica ou nutricional. Dietas muito restritivas podem provocar deficiências nutricionais, aumentar o risco de abandono do tratamento e favorecer o chamado efeito rebote quando não há um plano adequado de manutenção.
Os pesquisadores também destacam que a perda rápida de peso não é indicada para todos os pacientes, especialmente gestantes, lactantes, idosos frágeis, pessoas com câncer, doenças crônicas graves ou transtornos alimentares.
A conclusão do estudo desafia uma recomendação amplamente difundida de que apenas o emagrecimento gradual seria sustentável no longo prazo. Para os autores, o fator decisivo não é necessariamente a velocidade da perda de peso, mas sim a existência de acompanhamento, estrutura e suporte contínuo para manutenção dos resultados.
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Fonte: g1

















