Esquema de falsa venda de consórcio é desmantelado pela Polícia Civil

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Uma operação da Polícia Civil desmantelou um esquema de falso consórcio que operava entre 2025 e 2026, utilizando um escritório estruturado para captar e enganar vítimas com propostas fraudulentas de crédito, financiamento e consórcio. As vítimas, muitas vezes pessoas com restrição financeira, eram atraídas por meio de anúncios digitais e convencidas a assinar contratos de consórcio sob promessas de rápida aquisição de crédito, que seria liberado em 7 a 10 dias.

No local, a Polícia apreendeu celulares, computadores, contratos, propostas, formulários e outros documentos. Uma análise do material está em andamento para aprofundar as investigações. O escritório funcionava com divisões específicas para captação de clientes, atendimento, negociação e supervisão, fornecendo uma aparência de legitimidade ao esquema.

## Ação policial e resultados

Durante a operação, 16 pessoas, incluindo adolescentes, foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. Seis indivíduos foram presos em flagrante, sendo acusados de estelionato e associação criminosa. Entre os presos estão duas mulheres, de 26 e 19 anos, e quatro homens, de 21, 18 e 20 anos, que já foram encaminhados ao sistema penitenciário.

A Polícia Civil divulgou um vídeo da operação à imprensa. Uma vítima que fazia parte do esquema já havia realizado um pagamento de R$ 900 antes da intervenção policial, que evitou um prejuízo maior, estimado em R$ 10 mil.

## Método e objetivo do golpe

O golpe consistia em simular uma consulta financeira aos clientes. As vítimas eram então informadas de que seu crédito fora negado pelos bancos, fortalecendo a proposta de um consórcio garantido de contemplação. No entanto, as vítimas acabavam assinando um contrato de consórcio padrão, com pagamentos mensais e a participação em assembleias, sem a garantia prometida.

O total de vítimas ainda está sendo determinado pelas autoridades, à medida que as investigações continuam. O caso serve como alerta para consumidores, especialmente aqueles com restrições financeiras, sobre os perigos de ofertas mirabolantes e a importância de verificar a legitimidade das propostas antes de fechar qualquer negócio.

Crédito da matéria: G1 Minas
Crédito da foto: não informado

Fontes

Encontre uma reportagem