Uma influenciadora com mais de 600 mil seguidores é acusada de se passar por advogada e de oferecer serviços jurídicos a mulheres em situação de vulnerabilidade em Minas Gerais. Segundo uma advogada que representa cerca de 30 supostas vítimas, a maioria dos casos envolve guarda de filhos, pensão alimentícia, divórcio e violência doméstica.
De acordo com os relatos reunidos, a mulher cobrava por consultas realizadas por aplicativos de mensagens e recebia documentos e valores para supostamente atuar nos processos. As vítimas teriam procurado os serviços principalmente após acompanharem conteúdos publicados nas redes sociais.
A advogada responsável pelos casos afirma que algumas mulheres teriam ficado sem andamento em demandas importantes, incluindo processos relacionados a pensão e medidas protetivas. O tamanho do eventual prejuízo financeiro ainda não foi calculado.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais informou que a influenciadora não possui inscrição na entidade. A OAB-MG acionou a Justiça Federal para interromper a atividade apontada como exercício ilegal da advocacia.
O caso também envolve uma investigação sobre o histórico da influenciadora e possíveis ocorrências em outros estados. As denúncias estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.
A Justiça determinou a retirada de um perfil utilizado pela mulher nas redes sociais. O caso segue em apuração, e eventuais responsabilidades serão definidas pelas autoridades.
Crédito da foto: Reprodução
Fonte: O Tempo
















