O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico dos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à divulgação de informações financeiras e telefônicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de pessoas próximas ao petista.
As declarações foram feitas na quarta-feira (21), durante uma agenda em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Flávio cobrou que a abertura inclua dados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, do ex-chefe de gabinete citado por ele como “Marcola”, além de informações sobre despesas da primeira-dama Janja Lula da Silva e do cartão corporativo.
Em uma petição protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador formalizou a autorização para a abertura de seus sigilos pelo período de 20 anos, incluindo informações de familiares mencionados por Lula e de empresas das quais é sócio ou administrador. O documento também afirma que ele não se opõe à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O impasse ocorre após Lula desafiar o adversário a divulgar informações financeiras. A campanha petista informou que apresentaria uma resposta ao TSE nesta quinta-feira (22).
Durante a agenda, Flávio também voltou a mencionar os casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. As condenações de Lula nesses processos foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. As decisões reconheceram questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba e, no caso do tríplex, à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro. Os processos não resultaram em condenação definitiva válida nesses casos.
DISPUTA SOBRE SIGILOS AUMENTA TENSÃO NO 2º TURNO
Fonte: Rádio Itatiaia
Texto: Mardélio Couto
Foto: Renato Pizzutto/Band














