A Polícia Federal (PF) unificou em um único inquérito as investigações relacionadas ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A corporação também solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para aprofundar as apurações sobre suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal.
Segundo a PF, informações obtidas em diferentes procedimentos foram reunidas para centralizar as diligências. As investigações tiveram origem na Operação Sem Desconto, que apura possíveis fraudes em descontos associativos aplicados aos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Entre os pontos investigados estão possíveis relações entre Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A PF apura se houve intermediação de interesses junto a órgãos públicos e pretende analisar viagens nacionais e internacionais, movimentações financeiras e quem teria custeado despesas de passagens e hospedagens.
Uma das linhas de investigação busca esclarecer o relato de uma testemunha segundo o qual Lulinha teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil por intermédio de Roberta Luchsinger, em uma suposta relação com Careca do INSS. A informação ainda é objeto de apuração e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do empresário.
A defesa de Lulinha criticou o pedido de prorrogação e classificou as novas diligências como uma “fishing expedition”, expressão usada para descrever uma busca por provas sem elementos concretos suficientes. Os advogados afirmam que, mesmo após a quebra do sigilo bancário autorizada pelo STF, não foram encontrados indícios que justificassem a continuidade das investigações.
O caso está sob análise do Supremo, que deverá decidir sobre o pedido de ampliação do prazo. Até o momento, as suspeitas seguem em investigação.
PF UNIFICA INVESTIGAÇÕES SOBRE LULINHA E PEDE MAIS PRAZO
Fonte: Rádio Itatiaia
Texto: Aline Pessanha
Foto: Reprodução / Redes sociais














