Um dos fósseis humanos mais antigos das Américas tem origem em Minas Gerais. Conhecido como Luzia, o esqueleto foi encontrado na região de Lagoa Santa, em Pedro Leopoldo, e tem idade estimada entre 11 mil e 11,5 mil anos.
A descoberta ocorreu durante escavações arqueológicas na década de 1970, no sítio Lapa Vermelha IV, em uma pesquisa coordenada pela arqueóloga Annette Laming-Emperaire. O crânio foi localizado em 1975 e se tornou uma referência para os estudos sobre o povoamento das Américas.
Luzia pertencia a uma população de caçadores-coletores e, segundo estimativas científicas, era uma mulher jovem, com idade entre 20 e 25 anos quando morreu. Seus restos ajudam pesquisadores a investigar como os primeiros grupos humanos ocuparam o território brasileiro.
Em setembro de 2018, o crânio estava no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, quando um incêndio de grandes proporções destruiu grande parte do acervo da instituição. Inicialmente, não se sabia se o material havia resistido.
Em outubro daquele ano, pesquisadores anunciaram a recuperação de fragmentos do crânio entre os escombros. Cerca de 80% do material craniano foi recuperado, além de um fragmento de fêmur. A peça estava armazenada em uma caixa metálica dentro de um armário, o que pode ter ajudado a preservar parte dos restos.
A recuperação permitiu manter parte desse importante registro arqueológico e reforçou a relevância da preservação do patrimônio científico brasileiro.
LUZIA: O FÓSSIL DE 11 MIL ANOS ENCONTRADO EM MINAS QUE SOBREVIVEU AO INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL
Fonte: Super Rádio Tupi
Texto: Larissa Hisashi
Foto: Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
















