Uma gestante de 26 anos, que estava no oitavo mês de gravidez, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória dentro da Santa Casa de Patrocínio, no Alto Paranaíba. A filha que ela esperava também morreu. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
A mulher procurou atendimento no hospital no dia 9 de agosto, apresentando mal-estar, febre, dor de cabeça e dor de garganta. Após receber atendimento e realizar exames, foi liberada.
Dois dias depois, com a piora dos sintomas, ela retornou à unidade. Exames apontaram alterações nas plaquetas e a equipe médica recomendou a internação. Durante a madrugada do dia 12, a paciente apresentou fortes dores, vômitos e relatou que não sentia mais os movimentos do bebê. Pouco depois, sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Familiares questionam o atendimento prestado e levantaram a possibilidade de negligência. A Santa Casa, por sua vez, apresentou às autoridades uma versão diferente da sequência dos acontecimentos e informou que a paciente recebeu atendimento, passou por exames e foi acompanhada durante a internação. A instituição também abriu uma apuração interna.
A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes. Documentos médicos foram requisitados, materiais biológicos foram coletados e exames de necropsia e outros laudos deverão ajudar a determinar a causa das mortes e se houve eventual falha na assistência prestada.
Até o momento, não há conclusão oficial apontando negligência ou erro médico. A investigação deverá avaliar as diferentes versões apresentadas e os resultados dos exames técnicos.
Fonte do texto: O TEMPO
Foto: Pixabay












