O pesquisador apresentou um inovador modelo de governança para laboratórios e projetos de inovação, que se destacou em uma competição do BRICS ao ganhar uma medalha de prata. Desenvolvido fora dos principais centros urbanos do país, o modelo utiliza inteligência artificial para analisar documentos, áudios e vídeos, atribuindo indicadores de risco, transparência e andamento aos projetos avaliados.
O software, denominado RGF-Agent, começou a ser desenvolvido há cerca de cinco anos e recentemente foi reformulado para incorporar recursos de inteligência artificial. Capaz de processar desde atas e documentos formais até gravações de reuniões e anotações informais, o sistema calcula indicadores que avaliam o risco, transparência e as chances de sucesso dos projetos analisados. O pesquisador destaca que, embora a IA tenha se tornado uma das maiores transformações tecnológicas das últimas décadas, sua aplicação não deve substituir a análise humana.
Embora a tecnologia de IA esteja em crescente popularização e ampliação de suas aplicações, o pesquisador enfatiza que ela não pode ser a última palavra na tomada de decisões significativas, como as que afetam o futuro de famílias ou indivíduos. Ele citou, como exemplo, um caso na Holanda onde um sistema de IA causou prejuízos devido a classificações equivocadas, o que levou o governo a revisar suas decisões e ressarcir os afetados após uma revisão humana.
## Inovação e riscos na inteligência artificial
O pesquisador destacou que a inovação sempre envolve riscos que vão além do financeiro. Em sua visão, a inteligência artificial deve ser usada como um instrumento de apoio, cuja validação e decisões finais devem ser feitas por humanos. Ele revelou que utiliza IA no início dos processos para acelerar tarefas repetitivas, mas sempre com a supervisão e validação humana como etapas cruciais.
O projeto teórico do pesquisador já foi publicado em artigos científicos e a inovação apresentou-se competitiva internacionalmente, mesmo tendo sido desenvolvida fora dos grandes centros. O software, que ainda passa por ajustes, poderá ser eventualmente disponibilizado para um público mais amplo, ampliando o alcance das ideias nascidas no interior.
Crédito da matéria: G1 Minas
Crédito da foto: não informado














