Jovem sofre AVC aos 26 anos e fala sobre recuperação e aprendizado

Por Dentro De Tudo:

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Niamh Foster, corredora e ex-nadadora competitiva, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico aos 26 anos. Sem histórico familiar da doença, a jovem atribuiu as dores de cabeça e a fadiga ao estresse de mudanças de residência e à preparação para a Semana de Moda de Londres. Em 28 de agosto de 2024, após uma noite de sono interrompido, percebeu que metade do rosto estava caída.

Segundo relatos médicos, Foster teve um grande AVC isquêmico, acompanhado de 10 ataques isquêmicos transitórios nas semanas anteriores. A recuperação exigiu internação de 10 dias, com apoio de familiares e do namorado. “Foi uma curva de aprendizado enorme para todos nós. A recuperação do AVC tem muitos efeitos ocultos”, disse a sobrevivente, que encara fadiga persistente, dificuldades de memória e afasia.

A afasia, distúrbio na linguagem causado por danos cerebrais, complica a comunicação. Nos meses seguintes, Foster reaprendeu a andar, a falar e, posteriormente, a correr. Descobriu-se que a causa foi um furo no coração, submetendo-se a cirurgia cardíaca cerca de sete meses após o episódio. Oito meses após o AVC, com autorização médica, ela correu a Maratona de Manchester, apoiada pela irmã; no próximo ano, planeja participar da Maratona de Londres com o namorado como corredor de apoio.

Foster aposentou-se do mundo do design de moda e, após um ano dedicado à recuperação, passou a trabalhar na Stroke Association, instituição beneficente que apoia sobreviventes jovens de AVC. “O AVC me deu mais propósito. Importo-me muito mais com o que realmente importa”, afirmou. Hoje trabalha com pessoas que enfrentam dificuldades de comunicação após o AVC.

Entre os principais desafios da recuperação, Foster destaca a fadiga persistente: “Você pode dormir oito horas e meia e acordar cansada; o cérebro precisa de tempo para se recuperar.” Além da recuperação física, a jovem relata a dificuldade de ver colegas seguirem com suas vidas enquanto ela se recuperava. Ela descreve a etapa como um período de adaptação, não de retorno ao “normal” ou de ter uma aparência restaurada.

A terapeuta ressalta que a recuperação não é linear e pode ser lenta e tediosa. O suporte terapêutico ajuda a “reensinar” o cérebro, melhorando memória e movimentos do braço e da mão. Foster afirma que o AVC pode ocorrer em qualquer idade e que compreender o que aconteceu é essencial para a recuperação.

Estimativas indicam que mais de 100.000 pessoas no Reino Unido sofrem AVC ou mini-AVC todos os anos. Embora a maioria tenha mais de 65 anos, um quarto dos casos ocorre em pessoas mais jovens, incluindo crianças. No Brasil, são estimados cerca de 400.000 novos casos por ano, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de AVC.

Observação: Utilizamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês, com revisão de jornalista da BBC antes da publicação.

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Créditos:
Texto: via g1
Foto: g1

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