A Meta enfrenta, nos Estados Unidos, um processo que pode provocar mudanças importantes no funcionamento do Instagram e do Facebook. A ação, movida por 30 estados americanos, acusa a empresa de adotar recursos que manteriam crianças e adolescentes por mais tempo nas plataformas.
O julgamento está previsto para começar nesta terça-feira (18). Os estados envolvidos pedem mais de US$ 1 trilhão em indenizações e mudanças em funcionalidades como contagem de curtidas, Stories, reprodução automática de vídeos e rolagem infinita.
Entre as medidas solicitadas estão a criação de mecanismos de verificação parental para adolescentes, alterações nos sistemas de recomendação, restrições a múltiplas contas e mudanças em recursos considerados importantes para o engajamento dos usuários.
Os estados argumentam que essas ferramentas podem estimular o uso prolongado das redes sociais e contribuir para problemas relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes. A Meta nega as acusações e afirma estar confiante de que as provas demonstrarão seu compromisso com a proteção dos jovens.
Uma decisão recente no Novo México também aumentou a pressão sobre a empresa. A Meta foi condenada a pagar US$ 942 milhões e a adotar medidas que incluem restrições à contagem de curtidas para menores de 18 anos e às notificações enviadas aos adolescentes. A empresa informou que pretende recorrer.
Caso os 30 estados obtenham uma decisão favorável, as mudanças poderão atingir usuários de todo os Estados Unidos, já que os estados envolvidos representam quase dois terços da população americana.
O processo também coloca em discussão um dos elementos mais tradicionais das redes sociais: as curtidas. Pesquisas citadas no processo apontam que a comparação social estimulada por essas métricas pode estar associada a efeitos negativos sobre adolescentes.
Crédito do texto: g1/BBC
Crédito das fotos: Getty Images via BBC; Reuters















