O aumento de casos de sarampo voltou a acender o alerta das autoridades de saúde. Altamente contagiosa, a doença é transmitida pelo ar, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração, e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas.
Entre as principais complicações estão pneumonia, otite e encefalite, uma inflamação no cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de uma em cada 20 crianças com sarampo desenvolve pneumonia, enquanto a encefalite pode ocorrer em até quatro a cada mil crianças infectadas. A doença também pode deixar sequelas permanentes e, em casos graves, levar à morte.
Os sintomas mais comuns são febre alta, geralmente acima de 38,5°C, manchas vermelhas pelo corpo, tosse seca, conjuntivite e intenso mal-estar. As manchas costumam aparecer primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham pelo corpo. A persistência da febre após o surgimento das manchas é um sinal de alerta.
A principal forma de prevenção é a vacinação. No calendário de rotina do SUS, a vacina tríplice viral é indicada aos 12 meses, com a segunda dose aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados ou estão com o esquema incompleto devem procurar uma unidade de saúde para verificar e atualizar a situação vacinal.
Em regiões com circulação do vírus, as autoridades podem ampliar temporariamente a vacinação para outras faixas etárias. Em julho, por exemplo, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação indiscriminada de pessoas de 6 meses a 59 anos em municípios de São Paulo durante a campanha de multivacinação.
Diante de sintomas compatíveis com sarampo, a orientação é procurar atendimento de saúde para avaliação e diagnóstico. A vacinação deve ser mantida em dia para reduzir a circulação do vírus e proteger principalmente quem apresenta maior risco de complicações.
Crédito do texto: g1
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