A Justiça de Minas Gerais condenou por tráfico interestadual de drogas três pessoas que foram presas em flagrante com 322 quilos de cocaína no ano passado, na Grande BH. Outras quatro pessoas, que pertencem à mesma quadrilha, também foram condenadas.
A prisão foi em maio do ano passado, na rodovia Fernão Dias, altura de Itatiaiuçu. A droga estava em uma carreta, que transportava tubos plásticos. O que chamou a atenção da polícia é que dois dos homens que faziam o transporte eram donos da carga e chefes da organização criminosa.
“Geralmente, para chegar nas lideranças do esquema de tráfico, a gente começa de baixo para cima. Dessa vez, o que chama a atenção, é que os ‘patrões’ estavam fazendo o transporte do material por causa do valor da carga”, explicou, na ocasião, o Delegado da Polícia Civil Antônio Prado.
A apreensão foi resultado de um trabalho conjunto entre Polícia Civil, Ministério Público de Minas Gerais e Polícia Rodoviária Federal. Segundo a investigação, a droga saía da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, passava por Paraná e São Paulo até chegar em Minas Gerais, de onde era distribuída para estados da Região Nordeste.
O líder da organização criminosa foi condenado a 16 anos e oito meses de reclusão e 1.160 dias-multa, sendo cada dia-multa equivalente a meio salário mínimo, pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas. O homem apontado como assessor dele recebeu a mesma condenação, mas o valor da multa imputada foi de 1/30 do salário mínimo.
Outros três condenados auxiliavam na preparação dos veículos e no transporte da droga. Eles vão responder a 14 anos e seis meses de reclusão e 1.050 dias-multa, também no valor de 1/30 salário mínimo. Todos os cinco não poderão responder em liberdade.
Os últimos dois condenados, um homem e uma mulher, que participavam auxiliando na lavagem de dinheiro e ocultação de bens, foram condenados a quatro anos de reclusão e 30 dias-multa, mas poderão recorrer em liberdade.

















