A Justiça de Minas Gerais determinou que a diarista acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte passe por exame médico-legal psiquiátrico. A perícia deverá avaliar se ela tinha capacidade de compreender o caráter dos atos e de se determinar de acordo com esse entendimento na época do crime.
A decisão foi tomada após a defesa levantar dúvidas sobre a condição mental da acusada. Segundo os autos, há relatos de histórico de instabilidade emocional, atendimentos psiquiátricos e uso de medicamentos controlados. A própria ré teria afirmado que agiu durante um suposto “surto psicótico”.
O exame será realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) e terá prioridade porque ela está presa. Até a conclusão da perícia, o processo criminal ficará suspenso em relação à acusada, embora diligências que não dependam do resultado possam continuar.
A mulher é acusada pelo Ministério Público de envolvimento na morte de um advogado de 75 anos e de sua esposa, de 76, em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a denúncia, as vítimas teriam sido dopadas antes do ataque e objetos de valor foram levados do imóvel.
A realização do exame, porém, não significa que a Justiça tenha reconhecido incapacidade mental. A perícia é justamente o procedimento destinado a esclarecer tecnicamente essa questão. O Ministério Público de Minas Gerais já havia se manifestado favoravelmente à avaliação.
Fonte: g1 Minas / Itatiaia
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