A Justiça negou os pedidos de indenização que somavam R$ 262,9 milhões em uma ação envolvendo um cliente negro que foi obrigado a tirar parte da roupa após ser acusado de furto em um supermercado de Limeira (SP), em 2021.
Na decisão, o juiz entendeu que o episódio foi um caso isolado, sem relação com uma política institucional da empresa. Segundo a sentença, o supermercado já possuía normas internas, treinamentos e canais de denúncia voltados ao combate à discriminação e à proteção dos direitos humanos.
O magistrado também destacou que os dois vigilantes envolvidos no caso foram absolvidos na esfera criminal em 2024, após recursos apresentados à Justiça. Para o juiz, a absolvição reforça que a conduta não representava uma prática adotada pela empresa.
Na época, um vídeo registrou o momento em que o cliente precisou retirar parte das roupas para provar que não havia furtado produtos, gerando grande repercussão. Após o episódio, a rede informou que afastou e demitiu o funcionário responsável pela abordagem e reiterou que não orienta práticas constrangedoras contra clientes.
Foto: Reprodução | Reprodução/EPTV | Jota Santos/Arquivo pessoal
Fonte: g1
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