Justiça retira tornozeleiras de dez investigados na Operação Rejeito, que apura esquema bilionário em MG

Por Dentro De Tudo:

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A Justiça Federal revogou o uso de tornozeleiras eletrônicas de dez investigados ligados à Operação Rejeito, que apura suspeitas de fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais.

A decisão foi tomada no âmbito da Operação Contrassabotagem, que investiga possíveis tentativas de obstrução das apurações ambientais. Dois investigados, João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, continuarão submetidos ao monitoramento eletrônico.

Ao justificar a decisão, o juiz federal convocado Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar considerou que os dez investigados cumpriram as determinações judiciais e não apresentaram registros de violações relevantes durante o período de fiscalização.

Mesmo sem as tornozeleiras, eles continuarão sujeitos a medidas cautelares. Deverão comparecer mensalmente à Justiça, não poderão deixar Minas Gerais sem autorização judicial e estão proibidos de sair do país. Também deverão entregar os passaportes, caso ainda não tenham feito isso.

Já os dois investigados que permanecerão monitorados terão circulação restrita às respectivas comarcas de residência e a Belo Horizonte. Para viajar a outros locais, precisarão de autorização judicial.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, os dois teriam exercido funções de liderança em um grupo suspeito de tentar dificultar investigações ambientais, incluindo possíveis manobras para ocultar responsáveis por empresas investigadas e monitorar agentes públicos. As acusações ainda dependem de análise da Justiça e estão sujeitas ao direito de defesa.

A Operação Rejeito foi deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025. A investigação apura suspeitas de irregularidades em licenças ambientais e exploração de minério, inclusive em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte.

Em junho de 2026, a Polícia Federal indiciou 34 pessoas. Conforme estimativa da investigação, o esquema teria movimentado mais de R$ 4 bilhões e poderia gerar até R$ 8 bilhões com novos projetos.

DEZ INVESTIGADOS DEIXAM DE USAR TORNOZELEIRA, MAS SEGUEM COM RESTRIÇÕES JUDICIAIS

Fonte: g1 Minas
Foto: Lucas Franco/TV Globo

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