Em Minas Gerais, 732 pilhas de rejeitos e estéreis, utilizadas pelas mineradoras desde 2019, substituíram as barragens a montante após as tragédias de Mariana e Brumadinho. Essas novas estruturas, mais simples e com regras menos rígidas, agora dominam o setor, mas representam uma crescente ameaça para as comunidades locais. Sem legislação específica e com licenciamentos simplificados, as pilhas são um risco para a população, especialmente após deslizamentos como o ocorrido em Conceição do Pará, que resultou na remoção de 288 pessoas de suas casas.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) reconheceu a falta de transparência e fiscalização adequadas sobre essas estruturas, que não exigem a divulgação de dados como a estabilidade das pilhas. A recente tragédia de Conceição do Pará, onde uma pilha deslizou e atingiu casas, reforçou as preocupações sobre a segurança das pilhas de rejeitos. A falta de manutenção adequada, uma prática comum nas mineradoras, é apontada como um dos principais fatores de risco, assim como ocorreu com as barragens.
A mineradora CSN, responsável por uma das pilhas em Congonhas, afirmou que a sua estrutura foi projetada para não causar impactos nas comunidades vizinhas, mas especialistas e ativistas questionam a eficácia da segurança. A falta de regulamentação ainda gera apreensão nas cidades que convivem com essas “montanhas” de rejeitos.
Fontes: O TEMPO
Foto: Alex de Jesus / O Tempo

















