Uma mãe de Belo Horizonte chegou à marca de mil denúncias de problemas de acessibilidade na cidade em apenas dois anos. Juliana Alcântara, de 42 anos, registra obstáculos encontrados durante os deslocamentos com o filho Gael, de 6 anos, que tem paralisia cerebral.
Entre os problemas apontados estão calçadas danificadas, falta de rampas, raízes de árvores, fios soltos e dificuldades de acesso a espaços de lazer. Segundo Juliana, muitas solicitações demoram meses para resultar em alguma intervenção, fazendo com que ela precise registrar novamente os mesmos problemas.
A situação também motivou a criação de iniciativas de conscientização. Juliana desenvolveu um jogo de tabuleiro para crianças, com mensagens sobre acessibilidade, e distribuiu o material aos colegas de escola do filho.
O arquiteto e urbanista Sérgio Myssior avalia que o volume de reclamações expõe um problema estrutural da capital e defende que a acessibilidade seja tratada como prioridade nas políticas públicas.
Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que segue normas técnicas de acessibilidade e afirmou ter realizado milhares de vistorias, notificações e aplicações de multas. A PBH também ressaltou que, em calçadas junto a imóveis particulares, a responsabilidade pela manutenção e adequação é do proprietário.
Crédito da matéria: O TEMPO
Crédito das imagens: Flavio Tavares / O TEMPO
MÃE FAZ MIL DENÚNCIAS POR ACESSIBILIDADE EM BH














