Nove anos após o rompimento da barragem da Samarco, controlada pela Vale e BHP, a maioria dos municípios afetados recusou o chamado “Acordo de Mariana”, que previa repasses bilionários ao longo de 20 anos.
Na última terça-feira (18), prefeitos de diversas cidades assinaram o termo de não adesão, alegando falta de transparência e participação social nas negociações, além do longo prazo de pagamento. “Somando os mais de nove anos desde a tragédia, o ressarcimento total poderia levar 29 anos, um prazo inviável para os municípios”, destacou o documento assinado pelos gestores.
Dos 49 municípios elegíveis, apenas 12 aceitaram o acordo. Entre as cidades que rejeitaram estão Mariana, Barra Longa, Governador Valadares, Ouro Preto e Coronel Fabriciano, entre outras.
Fundo Rio Doce
O Fundo Rio Doce, criado em 2024 e gerido pelo BNDES, passou a receber recursos da Samarco, Vale e BHP Billiton Brasil, de forma parcelada, por 20 anos. O acordo recusado estabelecia os valores a serem destinados a cada município dentro desse período.
A rejeição da proposta coloca em dúvida os próximos passos na busca por reparação dos danos causados pelo desastre, considerado um dos maiores crimes ambientais do Brasil.

















