Ensinar educação financeira desde a infância pode ajudar as crianças a fazer escolhas conscientes, economizar e planejar a realização de sonhos. Especialistas recomendam começar quando os pequenos passam a demonstrar desejos de consumo, mesmo antes de entender conceitos como juros e investimentos.
Uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box, com 1.066 pais de filhos de até 18 anos, apontou que investimentos são o assunto mais difícil de explicar às crianças para 28% dos entrevistados. Dívidas, juros e golpes financeiros aparecem em seguida, citados por 21% dos pais cada.
Outro desafio está nas compras digitais: 32% dos pais ouvidos afirmaram que os filhos já fizeram compras não autorizadas em aplicativos, jogos ou plataformas on-line. Em 60% desses casos, os gastos chegaram a até R$ 100.
Entre as estratégias recomendadas estão envolver os filhos nas compras do supermercado, comparar preços, estabelecer metas e usar cofrinhos para separar o dinheiro destinado a gastos, economias e doações. A mesada também pode ser uma ferramenta de aprendizado, desde que tenha regras claras e um valor compatível com a realidade financeira da família.
Segundo a especialista em educação financeira Arethuza Zero, quando a criança gasta todo o dinheiro antes do fim do período combinado, os pais podem aproveitar a situação para ensinar sobre consequências e planejamento, sem humilhar ou julgar. A orientação é evitar repor automaticamente a quantia e conversar sobre como fazer escolhas diferentes na próxima vez.
Em um mundo de Pix, cartões e jogos com compras dentro dos aplicativos, também é importante mostrar concretamente quanto custa cada produto e acompanhar o uso das telas. A educação financeira deve ensinar a diferenciar necessidade de desejo, respeitar os limites do orçamento e compreender que cada família tem uma realidade diferente.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA COMEÇA NA INFÂNCIA
Fonte: g1
Texto: Ismael Jales
Foto: Arquivo familiar e arquivo pessoal















