Minas Gerais deve registrar 8.430 novos casos de câncer de mama, segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres mineiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, com estimativa de 77,05 casos para cada 100 mil mulheres.
Os números reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso aos exames. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontam que a doença também figura entre as principais causas de morte por câncer na população feminina. Em um dos anos analisados, foram registrados 1.944 óbitos no estado.
Diagnóstico precoce faz diferença
A incidência do câncer de mama aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos. No entanto, dados do Observatório de Oncologia indicam que parte dos diagnósticos ocorre em fases avançadas, inclusive entre mulheres mais jovens.
Os levantamentos citados apontam detecção tardia em 68,3% dos diagnósticos entre mulheres de 20 a 29 anos, 61,9% na faixa de 30 a 39 anos e 53,7% entre 40 e 49 anos.
A identificação da doença em estágio inicial pode ampliar as possibilidades de tratamento e as chances de cura. Por isso, manter o acompanhamento de saúde e realizar os exames indicados para cada faixa etária são medidas importantes.
Estado amplia acesso à mamografia
Para facilitar o acompanhamento dos exames realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo de Minas Gerais disponibilizou a funcionalidade “Minhas mamografias” no aplicativo MG App. A ferramenta permite consultar resultados de exames feitos na rede pública e receber alertas sobre quando agendar a próxima mamografia.
Além da iniciativa digital, o estado utiliza unidades móveis do programa Saúde Mais Perto para levar exames preventivos a diferentes regiões, incluindo localidades com acesso mais limitado aos centros de referência. Conforme os dados apresentados, Minas realizou mais de 483 mil mamografias no último ano consolidado.
Onde buscar atendimento
Mulheres que precisam de orientação sobre prevenção ou exames podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do município onde moram. A equipe de saúde poderá avaliar cada caso e orientar sobre o rastreamento adequado.
A presença de nódulos, secreção no mamilo ou alterações na pele e no formato da mama deve ser avaliada por um profissional de saúde. Nesses casos, não é necessário esperar pela próxima mamografia de rotina para buscar atendimento.
INFORMAÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE PODEM SALVAR VIDAS
Fonte: Informações atribuídas ao INCA, à SES-MG e ao Observatório de Oncologia
Foto/Vídeo: Crédito não informado.
















