O desaparecimento de imagens religiosas continua mobilizando moradores de Conceição da Barra de Minas, no Campo das Vertentes. Mais de 40 anos depois do primeiro furto na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a comunidade ainda tenta localizar peças sacras levadas do templo.
O primeiro ataque ocorreu em 3 de maio de 1984, quando foram furtadas três imagens, três coroas, um crucifixo e dois castiçais. Cerca de 11 anos depois, outras quatro esculturas também desapareceram da igreja.
Um levantamento na plataforma Sondar, desenvolvida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com a UFMG, aponta que Minas Gerais possui mais de 1.600 bens culturais desaparecidos. O banco de dados também registra 488 obras apreendidas e 186 devolvidas aos locais de origem.
A mobilização para recuperar as peças em Conceição da Barra de Minas ganhou força com o trabalho de moradores que reúnem documentos, fotografias e depoimentos para reconstruir os episódios e tentar descobrir o paradeiro dos objetos.
Dois Meninos Jesus que pertenciam a imagens desaparecidas estão expostos no Museu Municipal Tomé Portes del-Rei, em São João del-Rei. As peças ajudam a manter viva a memória dos furtos.
O problema não se limita ao município. Obras de arte, objetos históricos, livros raros e manuscritos estão entre os bens visados por criminosos. Em Minas, operações recentes da Polícia Civil conseguiram recuperar peças sacras furtadas de igrejas em Barbacena, Campo Belo e Cristais.
Informações sobre o comércio ilegal de bens culturais podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no telefone 181, ou em qualquer delegacia de Polícia Civil.
MINAS TEM MAIS DE 1.600 BENS CULTURAIS DESAPARECIDOS
Fonte: O TEMPO
Foto: Imagens cedidas
















