O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria recebido ajuda de integrantes do governo dos Estados Unidos e de aliados do presidente argentino Javier Milei para viajar da Argentina até Miami, na Flórida, onde chegou com a família na quarta-feira (28). As informações foram divulgadas pelo jornal norte-americano The New York Times e repercutidas por veículos argentinos.
Segundo a reportagem, Jason Miller, funcionário ligado à comunicação da Casa Branca, teria ajudado a organizar o jato particular que transportou o senador, a esposa e as duas filhas. A aeronave saiu de Puerto Iguazú, na Argentina, fez uma parada no Equador e seguiu para os Estados Unidos.
A viagem ocorreu após Flávio ser notificado pela Polícia Federal para entregar seus passaportes, em meio a uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo o texto, o senador não havia sido formalmente acusado nesse inquérito.
O presidente Donald Trump confirmou que Flávio recebeu uma autorização especial para entrar nos Estados Unidos, mas afirmou que não pretendia se envolver no caso.
A reportagem também aponta a possível participação de Santiago Caputo, assessor próximo de Milei, na articulação da saída da família pela Argentina. Caputo negou envolvimento. Até a publicação da matéria, não havia confirmação oficial de participação de agências norte-americanas na operação.
Após chegar aos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta nas redes sociais na qual se declarou “presidente legítimo” do Brasil e, posteriormente, passou a se apresentar como “legítimo líder”. Ele também alegou perseguição política e questionou o resultado eleitoral, sem apresentar provas de fraude.
REPORTAGEM APONTA ARTICULAÇÃO INTERNACIONAL NA VIAGEM DE FLÁVIO AOS EUA
Fonte: O TEMPO, com informações do The New York Times e da imprensa argentina
Foto: Ricardo Arduengo/AFP
















