Um ano após o gari Laudemir Souza Fernandes ser baleado e morto durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado pelo crime, continua preso e ainda não há data prevista para o julgamento.
Laudemir, de 44 anos, trabalhava na coleta de lixo quando foi atingido por disparos no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital, em agosto de 2025. Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma discussão provocada pelo bloqueio temporário da rua para a realização do serviço de limpeza urbana.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o empresário desceu do carro, discutiu com os trabalhadores e efetuou os disparos. Laudemir foi atingido no abdômen e morreu no local. Renê foi preso horas depois e confessou ter feito os disparos.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a última movimentação do processo ocorreu em junho deste ano, quando a Justiça negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O empresário permanece preso no Presídio de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A família de Laudemir continua aguardando o julgamento. A mãe do gari, Irani Fernandes, afirma que a ausência do filho permanece presente na rotina e que a saudade aumenta em datas importantes.
A arma utilizada no crime, segundo as investigações, pertencia à esposa de Renê, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamengo Balbino Nogueira. Ela também é alvo de investigação e de um processo administrativo disciplinar na Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Até o momento, não há previsão para o julgamento do empresário. O processo segue em tramitação na Justiça.
Foto: Reprodução
Fonte: g1 Minas
Instagram: @g1
















