Motoristas já encontram filas para abastecer nos postos de Matozinhos e Pedro Leopoldo

Por Dentro De Tudo:

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Motoristas de Matozinhos e Pedro Leopoldo já enfrentam filas para abastecerem seus veículos nos postos das cidades, em busca de gasolina e etanol dado o risco de desabastecimento das bombas com a greve dos motoristas de caminhões-tanque. Em alguns postos, já não há mais combustível.



SEM PREVISÃO DE TERMINAR

De acordo com Irani Gomes, presidente do SindTanque-MG, a greve não tem previsão de fim e, segundo ele, o reflexo da falta de gasolina só tende a aumentar. “Nos reunimos com a Secretária da Fazenda. Eles nos deram uma resposta negativa, estamos aguardando o que pode ser feito, porque do jeito que está é impossível”, afirma. 

A estimativa do sindicato é que 3.000 caminhões estejam parados em todo o Estado. Só em Betim pelo menos 300 caminhoneiros estão estacionados nas portas das refinarias. 

A categoria reivindica a redução de 15% para 12% no Impostos Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelo governo estadual sobre o óleo diesel. 

Outro lado

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) confirmou que a greve dos transportadores de combustíveis convocada pelos caminhoneiros está afetando o abastecimento dos postos na região metropolitana de Belo Horizonte e de cidades que realizam o carregamento nas bases próximas à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim.

Segundo a entidade, que representa 4,5 mil postos de combustíveis do Estado, vários postos já sentem os efeitos da paralisação, com dificuldades para fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases, em virtude do bloqueio da entrada e saída de veículos pelos grevistas.

De acordo com o sindicato, caso a greve permaneça nas próximas horas, haverá falta de postos de combustíveis em todo o Estado. “Ainda que o Minaspetro seja solidário às demandas do Sinditanque-MG pela redução do imposto no diesel e demais combustíveis, entendemos que este não é o momento para uma greve, principalmente pelo contexto geral da pandemia de Covid-19 e as dificuldades que a população e todo o setor produtivo enfrentam”, informou em nota. 

O Minaspetro informou ainda que não é possível quantificar quantos postos já sofrem com desabastecimento uma vez a entidade não realiza pesquisas junto a cada revendendor para saber o estoque “O estoque dos postos varia sensivelmente. estabelecimentos com alto volume de vendas diárias tendem a ter uma capacidade maior de armazenamento, e vice-versa”, explicou.

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