O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que absolveu empresas e profissionais acusados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 2015. O órgão pediu a revisão da sentença e a condenação de todos os réus, alegando que grandes crimes ambientais resultam de falhas sistêmicas e organizacionais.
No recurso, o MPF destacou que a operação da barragem foi marcada por omissões que aumentaram o risco de colapso, como a ausência de estudos adequados, falhas estruturais não corrigidas e recomendações técnicas ignoradas. Segundo o procurador responsável, a paralisação ou desativação da barragem poderia ter evitado o desastre ou, ao menos, retardado o evento.
As mineradoras e a consultoria envolvidas reafirmaram que sempre agiram de acordo com a legislação, enquanto uma das empresas preferiu não se manifestar sobre o caso.
Fonte: G1. Foto: REUTERS/Ricardo Moraes.















