Tratamento experimental da Moderna e da Merck apresentou resultados positivos preliminares em mais de mil pacientes, mas ainda não está aprovado para uso clínico.
Uma vacina personalizada contra o câncer apresentou resultados positivos em um estudo clínico de fase 3 para pacientes com melanoma de alto risco. A combinação do tratamento experimental com o imunoterápico Keytruda reduziu de forma estatisticamente significativa o risco de o câncer voltar e de se espalhar para outras partes do corpo, em comparação com o uso do Keytruda sozinho.
O estudo INTerpath-001 envolveu 1.137 pacientes com melanoma cutâneo em estágios IIB a IV, que haviam passado por cirurgia para retirada completa do tumor. Parte recebeu apenas Keytruda, enquanto os demais receberam o medicamento combinado à vacina personalizada, chamada intismeran autogene.
A tecnologia utiliza RNA mensageiro (mRNA) para criar uma vacina específica para cada paciente. A partir da análise genética do tumor, são identificadas mutações que podem ser usadas pelo sistema imunológico como alvos para reconhecer e combater células cancerígenas.
Os resultados divulgados nesta quarta-feira (19) são de uma análise intermediária. Segundo Moderna e Merck, os dois principais objetivos do estudo foram alcançados: aumento da sobrevida livre de recorrência e da sobrevida livre de metástase à distância. O estudo continuará para avaliar outros resultados, incluindo a sobrevida global.
Apesar do avanço, a vacina ainda é experimental e não deve ser confundida com uma vacina disponível para prevenir ou tratar o câncer de forma geral. Os dados completos do estudo ainda não foram publicados em uma revista científica e o tratamento depende das próximas etapas de avaliação e das autoridades regulatórias.
Resultados anteriores já haviam indicado benefício da combinação. Em um estudo de fase 2b, o tratamento apresentou redução de 49% no risco de recorrência ou morte após cinco anos de acompanhamento.
A tecnologia também está sendo estudada para outros tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão, bexiga e rim.
Fonte do texto: g1
Foto: Reuters














