Levantamento aponta que nove candidatos aparecem no sistema da Justiça com ordens de prisão pendentes; oito casos são relacionados a dívidas de pensão alimentícia.
Um levantamento realizado pelo g1 identificou nove candidatos às eleições de 2026 que, até esta quarta-feira (19), apareciam simultaneamente no sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) com mandados de prisão pendentes.
Dos nove casos, todos envolvem ordens de natureza civil por dívida de pensão alimentícia. Os valores identificados somam pelo menos R$ 95,2 mil. Cinco candidatos disputam vaga de deputado federal, três concorrem a deputado estadual e um é segundo suplente de senador.
O levantamento foi feito a partir do cruzamento de 20.575 registros de candidatura com dados do BNMP. Segundo o g1, os casos foram posteriormente conferidos individualmente por informações como CPF, nome completo e data de nascimento.
A existência de um mandado de prisão, porém, não significa automaticamente que o candidato esteja inelegível. No caso da prisão civil por pensão alimentícia, trata-se de uma medida destinada a pressionar o devedor a quitar a dívida, e não de uma condenação criminal.
A situação também pode mudar rapidamente. O próprio BNMP é atualizado pelos tribunais responsáveis pelas ordens judiciais, e mandados podem ser cumpridos, suspensos ou revogados.
O levantamento também encontrou inicialmente dois candidatos com ordens de natureza criminal, mas esses mandados deixaram de aparecer como pendentes após a apuração do g1 junto aos tribunais.
A Justiça Eleitoral ainda precisa analisar os pedidos de registro das candidaturas. O TSE ressalta que a apresentação do pedido não significa que o registro tenha sido definitivamente deferido.
Outro ponto importante é o período de proteção eleitoral. A partir de 19 de setembro, 15 dias antes do primeiro turno, candidatos não poderão ser presos ou detidos, salvo em flagrante delito, conforme o calendário eleitoral de 2026.
O BNMP é administrado pelo Conselho Nacional de Justiça e reúne informações sobre mandados e medidas penais. Os dados são alimentados e atualizados pelo próprio Judiciário.
Fonte do texto: g1
Foto: Reprodução/DivulgaCandContas/TSE















