Obstetra investigado por morte de grávida e bebê tentou fugir durante abordagem, diz polícia

Por Dentro De Tudo:

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O obstetra Higo Moreira Fonseca, investigado pelas mortes da gestante Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos, e do bebê que ela esperava, tentou fugir no momento em que foi abordado por policiais civis em Três Marias, na Região Central de Minas Gerais. A informação consta nos depoimentos dos agentes que participaram da ocorrência e faz parte da investigação conduzida pela Polícia Civil.

Segundo os policiais, após a confirmação das mortes, a equipe foi até a residência do médico para conduzi-lo à delegacia. No local, Higo estava dentro de um veículo e recebeu ordem para desembarcar. Conforme o relato dos agentes, ele não atendeu imediatamente à determinação e chegou a engatar a marcha à ré, o que levantou a suspeita de tentativa de fuga. Diante da situação, uma policial civil sacou a arma para garantir a segurança da equipe e impedir a movimentação do carro, que foi interceptado logo em seguida.

Após a abordagem, o médico foi levado ao Hospital São Francisco para realização de exame de corpo de delito e, posteriormente, encaminhado à delegacia para prestar depoimento. A defesa contestou a versão apresentada pela polícia e afirmou que o obstetra não tentou fugir, alegando que houve uma interpretação equivocada dos fatos durante a abordagem.

O caso ganhou repercussão após a morte de Bárbara Luana Fernandes Aleixo e do bebê, que tinha 30 semanas de gestação. Segundo a investigação, o médico era o obstetra de sobreaviso responsável pelo atendimento e teria sido acionado diversas vezes pela equipe do Hospital São Francisco durante a madrugada. Testemunhas relataram que o profissional recebeu ligações e mensagens, mas não compareceu à unidade durante o período considerado crítico.

A Polícia Civil apura possíveis crimes de negligência médica e omissão de socorro. De acordo com os depoimentos colhidos até o momento, o médico só teria chegado ao hospital após a segunda parada cardiorrespiratória da paciente, quando Bárbara já estava sem vida.

Em depoimento, Higo Moreira Fonseca apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que não foi informado sobre uma emergência obstétrica, negou ter ignorado os chamados e atribuiu falhas à equipe médica de plantão. O obstetra também declarou que encontrou a paciente sem assistência adequada ao chegar ao hospital.

A Justiça concedeu liberdade provisória ao médico na quarta-feira (11), mediante medidas cautelares. Ele foi liberado na manhã de quinta-feira (12), enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fonte: g1

Instagram: @g1

MÉDICO INVESTIGADO POR MORTES

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