Ondas de calor foram associadas a 120 mil mortes no Brasil em duas décadas, aponta estudo

Por Dentro De Tudo:

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Um estudo divulgado nesta quarta-feira (18) revelou que cerca de 120 mil mortes registradas no Brasil entre os anos de 2000 e 2019 estiveram associadas às ondas de calor. O número representa aproximadamente 0,6% de todos os óbitos ocorridos no período, desconsiderando causas externas, como acidentes e casos de violência.

A pesquisa foi desenvolvida por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que analisaram dados de 5.566 municípios brasileiros, abrangendo praticamente todo o território nacional.

Além do aumento da mortalidade, o levantamento identificou crescimento no risco de internações hospitalares durante períodos de temperaturas extremas. Entre os problemas de saúde mais associados ao calor estão doenças respiratórias, renais e gastrointestinais.

Os pesquisadores destacam que os impactos são mais significativos entre idosos, mulheres, pessoas com doenças respiratórias e indivíduos com menor nível de escolaridade. Segundo o estudo, a combinação entre frequência, intensidade e duração das ondas de calor tem influência direta sobre o aumento dos atendimentos médicos e dos registros de óbitos.

A análise reforça que os eventos climáticos extremos deixaram de representar apenas uma preocupação ambiental e passaram a exercer forte pressão sobre o sistema de saúde pública.

Diante dos resultados, os autores defendem que as ondas de calor sejam tratadas como um importante risco à saúde da população. Entre as medidas sugeridas estão a criação de planos de contingência, o monitoramento de grupos vulneráveis e o fortalecimento das estratégias de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) em períodos de temperaturas elevadas.

O estudo foi desenvolvido no âmbito dos projetos Ciência Clima e ProAdapta, iniciativas que envolvem cooperação entre órgãos do governo brasileiro, organismos internacionais e instituições de pesquisa voltadas para os impactos das mudanças climáticas.

Crédito da foto: Não informado.

Fonte: DeFato Online.

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