Operação combate uso de cerol e linha chilena em Minas; multa pode chegar a R$ 263 mil

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A Polícia Militar de Minas Gerais iniciou nesta semana a Operação Linha Segura, uma ação de fiscalização e conscientização contra o uso e a comercialização de cerol e linha chilena em todo o estado. A mobilização acontece nos 853 municípios mineiros e segue até o dia 31 de agosto, período que coincide com as férias escolares e a temporada de ventos mais fortes.

O objetivo é reduzir acidentes e evitar novas tragédias provocadas pelo uso das linhas cortantes, proibidas em Minas Gerais. A iniciativa ganha ainda mais importância após a morte do pequeno Ravi Oliveira Dias, de apenas 1 ano e 9 meses, atingido por uma linha com cerol em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no mês de maio.

Segundo a legislação estadual, a venda e o uso de cerol e linha chilena são proibidos. As multas podem chegar a R$ 5.279 para os infratores, alcançando até R$ 263.950 em casos de reincidência. Em Belo Horizonte, a legislação municipal prevê multa de R$ 2 mil para quem utilizar o material e R$ 4 mil para quem comercializá-lo, com valores dobrados em caso de nova infração.

Além das penalidades administrativas, quem utiliza linhas cortantes pode responder criminalmente por colocar vidas em risco. Dependendo das consequências, a responsabilização pode incluir lesão corporal ou até homicídio.

Durante a operação, a PM irá intensificar fiscalizações em estabelecimentos comerciais suspeitos de vender os materiais proibidos, além de promover ações educativas voltadas principalmente para crianças e adolescentes.

Somente em 2025, mais de 800 estabelecimentos já foram fiscalizados, cerca de 2.200 pessoas abordadas e dezenas de prisões realizadas durante ações semelhantes.

Dados da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais mostram que o Hospital João XXIII registrou aumento nos atendimentos relacionados a acidentes com linhas cortantes neste ano. Entre janeiro e maio, foram 12 ocorrências, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A Polícia Militar reforça que a prática representa grave risco para motociclistas, ciclistas, pedestres e demais usuários das vias públicas.

Foto: Alex de Jesus / O TEMPO

Fonte: O Tempo

OPERAÇÃO COMBATE CEROL E LINHA CHILENA EM MINAS

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