Uma pesquisa feita na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mapeou o perfil de idosos vítimas de violência e apontou que há diferenças entre o padrão de agressão sofrida por homens e mulheres acima dos 60 anos.
De acordo com o estudo, as idosas normalmente são agredidas dentro de casa por pessoas do próprio convívio. Já a violência contra idosos do sexo masculino, geralmente, ocorre na rua e envolve um autor desconhecido.
O estudo foi desenvolvido pela enfermeira Fabiana Martins Dias de Andrade, de 36 anos, durante o mestrado na Escola de Enfermagem da UFMG. Segundo ela, a escassez de pesquisas com foco na violência entre essa faixa etária foi um dos fatores que a motivaram a se debruçar sobre o tema.
“A gente tem vários estudos explorando outras faixas etárias, mulheres principalmente, mas para a população idosa ainda são poucos os estudos”, diz.
A pesquisadora investigou registros de bases de dados de atendimentos a idosos em unidades de saúde, sendo uma delas a Vigilância de Violências e Acidentes em Serviços de Urgência e Emergência, conhecida como Viva Inquérito.
Os dados analisados se referem ao ano de 2017 e apontaram que, entre idosos do sexo masculino, a violência aconteceu na residência em 32,8% dos casos, enquanto o registro de casos em via pública corresponde a 44,2%. Já entre as idosas do sexo feminino, 68,4% ocorreram em casa e 20% na rua.

















