Os resultados preliminares da última fase de testes da vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19 mostraram eficácia de 66% para os casos de moderados a graves, e de 85% para os graves, e foram recebidos com satisfação.
Em todo o mundo, 44 mil voluntários de oito países participam da fase 3 dos testes clínicos, que ainda está em andamento. E 400 deles estão em Belo Horizonte.
Na capital, quem está à frente dos ensaios clínicos são pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Quem coordena os testes na UFMG é o professor Jorge Andrade Pinto, que explica que a grande vantagem da vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, é que, para imunizar uma pessoa, é necessária somente uma dose. Outra vantagem é a eficácia da proteção em idosos.
“Aqui na UFMG nós somos o centro que vacinou mais participantes acima de 65 [anos], dos 400 participantes. Quarenta por cento da nossa casuística foi acima de 65 e ela se mostrou bastante segura para essa população que é uma população alvo, especifica que a gente sabe que é quem sofre mais frequentemente de complicações da doença”, diz o professor.
O coordenador dos testes na UFMG também disse que uma outra vantagem desse imunizante é a conservação, porque as doses permanecem estáveis por três meses em geladeiras comuns – com temperatura de 2ºC a 8ºC – e é justamente essa geladeira que existe na rede de vacinação nacional, o que pode facilitar na logística.
Expectativa entre voluntários
Se todo mundo está ansioso para se vacinar, para quem está participando do processo de testes a expectativa é ainda maior.
É o caso do voluntário Alysson Braga, que comemora ter podido “contribuir um pouquinho para a sociedade” e ficou feliz com os resultados da vacina.
É o caso do voluntário Alysson Braga, que comemora ter podido “contribuir um pouquinho para a sociedade” e ficou feliz com os resultados da vacina.















