Uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal é suspeita de aplicar um esquema bilionário de fraudes fiscais que causou prejuízos milionários a prefeituras mineiras, hospitais filantrópicos e empresários. A operação, batizada de “Títulos Podres” e “Consulesa”, atingiu cidades como Funilândia, Capim Branco, Prudente de Morais e São José da Lapa.
Segundo as investigações, a quadrilha oferecia falsos créditos tributários prometendo descontos para quitar dívidas federais e previdenciárias. No entanto, utilizava documentos sem validade, conhecidos como “títulos podres”, para simular pagamentos nos sistemas da Receita Federal.
Em uma das cidades investigadas, o prejuízo chegou a cerca de R$ 29 milhões, afetando diretamente o orçamento municipal e provocando cortes em serviços públicos após bloqueios de repasses federais.
Outra prefeitura da região confirmou o repasse de aproximadamente R$ 3 milhões ao grupo criminoso em contrato firmado na gestão anterior, sem qualquer compensação real.
As investigações também apontam suspeitas de facilitação do esquema dentro de administrações municipais e movimentações financeiras incompatíveis.
A Santa Casa de Belo Horizonte aparece entre as principais vítimas. Conforme a PF, o hospital teria transferido quase R$ 28 milhões à organização em tentativa de regularizar débitos fiscais.
Os investigadores identificaram ainda lavagem de dinheiro com compra de lanchas de luxo, uso de empresas de fachada e financiamento de empreendimentos privados com recursos obtidos ilegalmente.
Outro ponto que chamou atenção da PF foi a descoberta de um suposto plano para assassinar uma auditora da Receita Federal que alertava prefeituras sobre o golpe.
Ao todo, foram cumpridos 79 mandados judiciais em cinco estados brasileiros.
Fonte: O Tempo
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