A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investiga a morte de um mecânico de 61 anos, em Betim, e encaminhou à Justiça um pedido de internação provisória do terceiro-sargento reformado da Marinha investigado pelo crime. O militar foi indiciado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A mãe dele, que é sua curadora legal, também foi indiciada por omissão.
Segundo a PCMG, imagens de câmeras de segurança indicam que a vítima ainda estava dentro do carro quando foi abordada pelo investigado, que teria efetuado cinco disparos com um revólver calibre .22. O homem foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso informou que a versão apresentada pelo investigado, de que teria agido em legítima defesa após ser atacado com uma faca, não foi confirmada pelas investigações. Conforme a Polícia Civil, as imagens e demais provas reunidas no inquérito são incompatíveis com essa alegação.
A investigação também aponta que o investigado vinha intimidando moradores do condomínio havia meses, com registros de ameaças, danos a propriedades e disparos para intimidar vizinhos. A Polícia Civil informou ainda que localizou boletins de ocorrência anteriores envolvendo o militar.
De acordo com a corporação, embora familiares e a defesa afirmem que o investigado possui esquizofrenia e esteja interditado judicialmente desde 2021, não foi apresentado à investigação um laudo médico que comprove o diagnóstico. A confirmação da condição psiquiátrica dependerá de exame de insanidade mental a ser determinado pela Justiça.
Mesmo sem esse laudo, a Polícia Civil solicitou a internação provisória do investigado em um hospital psiquiátrico, alegando que ele apresenta elevada periculosidade. Atualmente, o militar permanece preso em uma unidade da Marinha, no Rio de Janeiro, por determinação judicial.
A mãe do investigado responderá ao processo em liberdade. Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e os demais pedidos formulados pela investigação.
Foto: Arquivo da família
Fonte: O TEMPO e Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)












