A Polícia Civil investiga um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo plantões médicos na rede pública de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A investigação aponta que médicos poderiam ter recebido pagamentos por horas que não teriam sido efetivamente trabalhadas. Parte dos valores supostamente seria devolvida ou repassada a outras pessoas envolvidas no esquema.
Nesta quarta-feira (9), a Polícia Civil realizou uma operação para apurar o caso e cumpriu sete mandados de busca e apreensão, inclusive na residência do vereador Rodrigo Gazeto (MDB), que já foi secretário municipal de Saúde. Dois médicos também são investigados.
Segundo a apuração, um dos mecanismos que teria permitido as irregularidades seria a inclusão de uma carga horária superior à efetivamente cumprida nos registros dos plantões. Por exemplo, um profissional que trabalhasse 12 horas poderia constar nos documentos como tendo cumprido 20 horas.
Os investigadores deverão analisar escalas médicas, folhas de ponto, pagamentos realizados e possíveis transferências ou devoluções de dinheiro para identificar como funcionava o esquema e quem teria participado.
A suspeita chegou à Câmara Municipal em setembro do ano passado, após uma médica relatar que teria sido convidada a participar do esquema e recusado a proposta. O caso posteriormente passou a ser investigado pela Polícia Civil.
A Prefeitura de Santa Luzia informou que já havia instaurado uma comissão interna para apurar questões relacionadas a contratos da área da saúde. Segundo o município, o procedimento não tinha como objeto específico uma eventual “rachadinha” entre médicos e atualmente está em análise pelo Controle Interno.
Rodrigo Gazeto foi procurado pela reportagem, mas não havia se manifestado até a última atualização.
Crédito da matéria: @portalg1
Crédito da foto: Reprodução/TV Globo
POLÍCIA INVESTIGA “RACHADINHA” EM PLANTÕES MÉDICOS














