Os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve da categoria após 31 dias consecutivos de paralisação. A decisão foi tomada por unanimidade durante assembleia realizada nesta quinta-feira (28), na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede/BH), ainda não houve avanço nas negociações com a Prefeitura de Belo Horizonte, e não existe previsão para retomada das aulas.
A categoria afirma que o principal impasse segue relacionado à atuação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) na educação inclusiva. O sindicato cobra mais fiscalização, transparência nos contratos e garantias de que os profissionais contratados pelas entidades não assumirão funções pedagógicas.
Já a prefeitura sustenta que atendeu sete dos oito pontos considerados prioritários durante as negociações e defende que o modelo das OSCs permitirá atendimento mais especializado aos estudantes com deficiência e necessidades específicas.
Em documento enviado aos servidores, a PBH informou que os dias de paralisação serão descontados na folha de pagamento dos grevistas e que a reposição das aulas ocorrerá em dias úteis e períodos de recesso escolar. A prefeitura também anunciou o adiamento das férias coletivas dos professores, previstas inicialmente para julho, para o mês de dezembro.
A secretária municipal de Educação, Natália Araújo, declarou nesta semana que a rede municipal já não conseguirá cumprir os 200 dias letivos previstos em lei, embora ainda exista possibilidade de alcançar a carga horária mínima anual obrigatória.
A greve teve início em 27 de abril e segue impactando o calendário escolar da capital mineira.
Foto: Sind-REDE-BH/Divulgação
Fonte: O TEMPO
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