Relatora vota pela aprovação do uso emergencial da CoronaVac e AstraZeneca

Por Dentro De Tudo:

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A diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Marizete Sousa Freitas, relatora dos pedidos de liberação para o uso emergencial das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz, contra a covid-19 no Brasil, votou pela aprovação, com ressalvas, dos imunizantes.

Durante a manhã e o início da tarde, ambas as vacinas foram recomendadas, com ponderações, pela gerência técnica da Anvisa. Agora, além da relatora, votarão sobre a demanda o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e os demais diretores da agência: Cristiane Rose Jourdan Gomes, Romison Rodrigues Mota e Alex Machado Campos.

A relatora Meiruze se solidarizou com as famílias das vítimas da covid-19 no Brasil e afirmou, na reunião que foi transmitida pela Anvisa, que seu único voto valeria para as duas empresas. Ela afirmou que, se guiando pela ciência, seria a favor da aprovação de ambas os imunizantes.

“Até o momento, não contamos com alternativa terapêutica disponível eficiente. Assim, compete a cada um de nós, cada um em sua esfera de atuação, tomar todas as medidas ao nosso alcance para diminuir o impacto da covid-19 sobre a vida do nosso país”, afirmou.

A autorização para uso emergencial a uma vacina precisa deixar claro que seus benefícios superam eventuais riscos.
Meiruze Sousa Freitas

“As duas vacinas atendem os critérios de segurança para o uso emergencial”, disse a relatora, que fez ressalvas à vacina Coronavac e AstraZeneca, recomendando o monitoramento contínuo dos estudos de imunogenicidade após o uso emergencial.

A Anvisa diz que a decisão sobre ambas as vacinas vai se basear em pareceres de áreas técnicas e que, se aprovadas, serão usadas preferencialmente em programas de saúde pública.

O foco da Anvisa é analisar a eficácia e a segurança das vacinas, de acordo com a própria agência reguladora, para o uso emergencial, ou seja, para uso destinado a imunização de grupos de risco, como indígenas, idosos e profissionais de saúde.

Caso a Anvisa dê aval para o uso emergencial das vacinas, o Brasil já poderá, em tese, aplicar os imunizantes. A medida, no entanto, valerá a partir do momento em que a decisão for publicada no DOU (Diário Oficial da União), o que pode ocorrer ainda neste domingo.

O início da imunização dependerá, porém, da organização da campanha e da logística de distribuição de doses. A expectativa do Ministério da Saúde é começar a vacinação nesta semana. Em São Paulo, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou ontem que o estado teria condições de começar imediatamente.

O Instituto Butantan afirma ter à disposição 10,8 milhões de doses da vacina Coronavac em solo brasileiro. No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto está estimada em 46 milhões de doses.

Já a Fiocruz aguarda a chegada de 2 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia. Na última sexta-feira, o governo indiano frustrou as expectativas do Planalto após afirmar que não pode atender demanda brasileira agora.

Para imunização, ambas as vacinas precisam de dose dupla.

Fonte: UOL.

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